A sociedade mundial sofreu um impacto forte com o surgimento das diversas Tecnologias de Informação e Comunicação, as quais estão presentes em nosso dia a dia com maior frequência. Isto possibilitou a divisão de duas gerações bem definidas da sociedade, as quais possuem características diferenciadas. Tem-se a geração analógica e digital, sendo que a primeira as grandes tecnologias ainda eram físicas como por exemplo as famosas Barsas e os livros literários e científicos, a própria televisão era analógica e os programas preferidos estavam focalizados nas TVs denominadas abertas e com relação a educação existia a reflexão das teorias, afirmações e não podemos esquecer dos famosos decorebas. Entretanto a geração digital tem como maior contribuição a modernização das tecnologias utilizadas sendo todas suportadas pela maior das tecnologias digitais surgidas que é a Internet. A partir deste momento estas tecnologias permitem que ocorra uma maior comunicação entre os membros de uma sociedade, por exemplo pode-se ter em um determinado instante a utilização de Netflix, "Cloud Computer", Sites de Buscas como o Google, sendo assim não pode-se negar que as TICs modificaram os nossos comportamentos e sobre tudo na forma de adquirir, reter e compartilhar informações.
A partir deste contexto pergunta-se: Qual o limite entre as benefícios e os malefícios resultantes do efeito tecnológico em nossas mentes? A fim de ajudar na resposta desta pergunta foi realizada uma pesquisa com profissionais a fim que se possa ter um melhor esclarecimento da frequência de utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação em nossas mentes. A seguir será apresentado alguns destes pensamentos:
- O sociólogo alemão Robert Kurz, em seu texto “A ignorância da sociedade
do conhecimento” não hesita ao condenar a vigente era da informação, em
que o ser humano torna-se vítima de um bombardeio de conteúdos e o
conhecimento passa a ser confundido com a informação;
- Nicholas Carr, escritor estadunidense, em uma linha paralela, critica o
efeito da Internet no nosso cérebro. A principal observação de Carr se
pauta na perda da capacidade de sermos pensadores atentos, a tecnologia
contribui para a distração, o excesso de informações nos torna mais
dispersos, mais desfocados, e consequentemente menos reflexivos;
- O filósofo francês, Pierre Lévy, assopra as feridas ao criar o conceito
de Inteligência Coletiva. Lévy defende a tese de que o ciberespaço
possibilitou que as inteligências individuais sejam somadas e
compartilhadas por toda a sociedade, independente da distância
territorial;
- O escritor canadense Clive Thompson em seu livro “Smart Than You Think”
defende a ideia de que a internet potencializa o pensamento humano,
permitindo novas descobertas e desenvolvendo novas formas de pensar.
Diante deste cenário de discussões pode-se ressaltar que os seres humanos, mais basicamente o nosso cérebro tem um alto de poder de adaptação com o nosso meio, sendo capaz de adquirir um volume extenso de informações ao mesmo tempo com a utilização de TICs. Neste sentido dependerá a cada um de nós tomar a decisão de refletir, questionar, debater um determinado "Tema", sendo este o processo formal de construção de novos conhecimentos.
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